calde-head

notícias

Fique por dentro das nossas últimas notícias

Cesbe ganha destaque por antecipação das UHEs Cachoeira Caldeirão e Santo Antônio do Jari

Por duas vezes consecutivas, contratação da CESBE resulta em antecipação do início de operação, cita EDP ao Valor Econômico.

Após antecipar em três meses a geração de energia da UHE Santo Antônio do Jari em 2014, com 370MW/h de potência, a antecipação em oito meses do início da operação da primeira máquina da UHE Cachoeira Caldeirão ganhou notoriedade e foi destaque no jornal Valor Econômico. Na reportagem, com entrevista de Miguel Setas, presidente da EDP Energias do Brasil, a contratação da Cesbe como responsável pelas obras civis foi reconhecida como elemento comum em ambos os projetos.

A CESBE se orgulha pelo resultado do seu forte comprometimento com prazos e com o diferencial que isso representa no mercado de construção de hidrelétricas. Há grande satisfação, também, com os ganhos adicionais propiciados ao cliente.

Leia abaixo a íntegra do texto publicado pelo Valor Econômico.


 

 

 

logo-valor-economico
EDP quebra estigma do setor e antecipa usina em oito meses

Por Camila Maia | De São Paulo

 

A EDP Energias do Brasil antecipou, pela segunda vez consecutiva, a entrada em operação de uma usina hidrelétrica, e vai lucrar com a venda da energia gerada no mercado de curto prazo. Feito raro em um setor marcado por atraso em obras, tanto de geração como de transmissão de energia.

A companhia conseguiu ontem autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar a operação comercial da primeira máquina da usina hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, com oito meses de antecedência em relação ao prazo regulatório.

A usina, localizada no rio Araguiri, no Amapá, terá 219 megawatts (MW) de potência. A primeira máquina, que até então operava em teste, tem 73 MW.

“As outras duas máquinas também estão adiantadas, a expectativa é que também sejam antecipadas”, disse o presidente da companhia, Miguel Setas, em entrevista ao Valor. O prazo regulatório dessas máquinas é março e maio do ano que vem.

Essa não é a primeira vez que a EDP adianta o início da operação de um projeto. Em 2014, a Aneel autorizou o início das atividades comerciais da primeira unidade geradora da hidrelétrica Santo Antônio do Jari, com 123,3 MW de potência, com pouco mais de três meses de antecipação.

Na construção de Cachoeira Caldeirão, a EDP repetiu a parceria com a China Three Gorges (CTG), cada uma com 50% dos projetos. Essa é a mesma estrutura de Jari. Além disso, as duas hidrelétricas têm em comum a construtora responsável pelas obras: a paranaense Cesbe.

Na época em que antecipou Jari, a EDP lucrou com a venda da energia gerada no período antecipado no mercado livre, em um momento em que os preços no curto prazo estavam próximos do teto regulatório então vigentes, de R$ 822 por megawatt-hora (MWh). Segundo Setas, como o preço de liquidação das diferenças (PLD, referência no mercado de curto prazo) está mais baixo, não chega a R$ 100/MWh, a capacidade que existe para gerar receita adicional é menor.

“Em termos de receita, obviamente não teremos um cenário tão favorável como foi no caso da primeira usina antecipada [Jari], mas isso mostra que não foi um acaso, a companhia desenvolveu competência na capacidade de antecipar trabalhos e obras, executando os compromissos dentro do prazo e do orçamento”, afirmou.

Conseguir entregar a obra com antecipação é motivo de orgulho para o executivo, especialmente em um contexto de incerteza, em que grande parte das obras de infraestrutura do país está com atrasos. “A companhia não se perturbou com isso, continuamos com nosso foco na execução, continuamos com nosso compromisso”, disse.

Com um perfil financeiro conservador em relação aos seus pares, a EDP se mantém afastada de grandes operações no mercado. Com frequência, Setas diz “considerar todas as oportunidades”, mas sempre mantendo o foco na execução dos projetos em carteira.

A EDP também é sócia da CTG na construção da usina hidrelétrica São Manoel, atualmente em obras, que conta com a participação de Furnas, cada uma com um terço de participação. A usina está com 49% das obras concluídas, mas, neste caso, a expectativa de antecipação da conclusão é menor.

Como a usina é maior, com 700 MW de potência, a complexidade também é muito maior, diz Setas. “É uma usina que tem um desafio técnico maior, não estamos comunicando nenhum tipo de antecipação, ela vai entrar no prazo regulatório, em 2018.”

“Obviamente temos o objetivo interno de antecipar, mas o compromisso perante ao mercado, aos investidores e ao regulador é entrar dentro do prazo”, completou.


 

 

 

 

 

Share Button